Lábios desenhados em vermelho
Tentação ávida que percorre
A pele pálida e desnuda
E escorre, dos olhos,
A beleza muda
A vaidade calada
Engasgada e tortuna
Teus contornos e lacunas.
Curvas, que desgovernam-me
Que fazem-me ofegar.
Olhos bordados de vidro
Imortificados pela penumbra absinta
Sobre os meus sóbrios cabelos negros
Que enroscam-se nos teus
Enquanto te beijo sonolento
Sobre os raios falhados de sol
Que transpassam nas árvores trêmulas
Pela brisa apaixonada
Que orquestra nossos queixos ajuntados
E almejamos um ao outro, apenas
Tomamos o lugar das crianças
Trepamos onde elas costumam brincar
E brincamos de nos olhar
Enquanto nos tocávamos
Desejando que o tempo parasse ali,
Pra sempre, pra nós,
Pra que fosse amaranto aquele instante
De sonho real, de morte carnal…
Suicídio pelo prazer de morrer de amor.
Tentação ávida que percorre
A pele pálida e desnuda
E escorre, dos olhos,
A beleza muda
A vaidade calada
Engasgada e tortuna
Teus contornos e lacunas.
Curvas, que desgovernam-me
Que fazem-me ofegar.
Olhos bordados de vidro
Imortificados pela penumbra absinta
Sobre os meus sóbrios cabelos negros
Que enroscam-se nos teus
Enquanto te beijo sonolento
Sobre os raios falhados de sol
Que transpassam nas árvores trêmulas
Pela brisa apaixonada
Que orquestra nossos queixos ajuntados
E almejamos um ao outro, apenas
Tomamos o lugar das crianças
Trepamos onde elas costumam brincar
E brincamos de nos olhar
Enquanto nos tocávamos
Desejando que o tempo parasse ali,
Pra sempre, pra nós,
Pra que fosse amaranto aquele instante
De sonho real, de morte carnal…
Suicídio pelo prazer de morrer de amor.
Annd Yawk (via prisioneiro-da-morte)







